sábado, 9 de janeiro de 2010

entre recordações, morreu.

Um dia tinha de ser,hoje foi o dia.
Abri a caixa, fechei, abri, isto vezes e vezes sem conta, mas já chegava de cobardia.
A nostalgia consegue ser doce e amarga ao mesmo tempo, e eu tinha tanto medo do amargo que era incapaz de seguir em frente. Mas tinha de ser, e ininterruptamente tudo o que estava naquele poço de recordações passa pela minha mente em flashs, e ao mesmo tempo que passa as lágrimas começam a correr. 
"Sofres por queres" , "Se não guardasses essas coisas todas sofrias menos!" ...
Nunca conseguirei dar ouvidos, aquelas "coisas todas" são parte de mim, e deixá-las ir embora , era deixar ir embora tudo o que fez de mim quem sou hoje.
E agora aqui sentada, já no fim de abrir a caixa, de mexer e remexer em tudo o que ela continha, acabo por perceber ... o nosso amor morreu.
O meu amor morreu. Será que alguma vez foi nosso?.
Dizem que só porque amamos alguém, esse alguém não é obrigado a amar-nos, a minha parte racional percebe tudo isso, mas o meu coração recusa-se a crer que ao amar-te tanto não tem direito a um bocadinho do teu amor. E no fim de tudo isto vem a batalha a que todos os dias assisto apática entre o coração e a mente. Vem o sofrimento que ambos têm por não chegar a um consenso, e as memórias arrepiam-me os poros como se as tivesse a viver naquele preciso momento.
Agora a caixa para mim já não é algo que vou recuperar forças... é onde deixo as minhas forças. Elas esvaecem mal a abro, existe quase uma força de atracção que as puxa, e eu de fraqueza em punho e nada mais deixo-as ir.
Um pingo amargo magoa a minha alma, e eu acho que se ficar parada tudo volta ao normal, volta o arrepio, volta o coração a bater numa velocidade que não consigo controlar, até que se sente um aperto, parece que parou... mas não, continua a bater, simplesmente porque tem de continuar.
As minhas mão rebeldemente, sem ordem da minha mente, pegam em tudo, e fazem o meu respirar ficar sôfrego, entre papelinhos, pequenas coisinhas que fazem recordar aquele abraço, aquela palavra, aquele momento, aquele beijo.
Mas sim já aprendi, entre todas essas recordações o nosso amor morreu.

14 comentários:

  1. adorei o texto :')
    [vou seguir :)]
    beijinhos

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  2. está maravilhoso mesmo ..
    é sempre dificil abandonar-mos certas recordações nossas .

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  3. Adorei o texto =O eu já me livrei de todas as caixas de lembranças =x


    Avé James Morrison!

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  4. Ahaha de vez em qd lá me sai um disparate, mas é um disparate feliz x)

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  5. Sempre disparates felizes x)

    Claro que podes x) estou no 2º ano de Terapia da Fala *.* para que quero bioestatistica? Vou descobrir xD

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  6. É?=O comecei a falar de gaguez hoje =) eu costumo ir a essas coisas, jornadas e simplórios e tal e coisa x) pode ser que ainda te veja num xD

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  7. Acredito verdadeiramente que quando as coisas se encontram bem resolvidas, e não há mais nada a ser dito, quando tens tantas palavras mas elas são repetitivas e já sem sentido.
    Há, sem dúvida, coisas que percebemos e entendemos. Mas não somos capazes de as aceitar! Compreendo bem as tuas palavras... pois muitas vezes julguei passar por tormentos que jamais passariam... um dia, te darás conta, que estás internada no paraíso, e nem te apercebeste! =)

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  8. uau, Lindo mesmo. Como é possivel sentir tantas dessas palavras, tanta expressividade! As recordações são boas, mas no fim tudo que delas restam são as cinzas de uma chama que ardeu intensamente, no batimento desgovernado do coração que gritava por amor!

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  9. "E no fim de tudo isto vem a batalha a que todos os dias assisto apática entre o coração e a mente."

    E está tudo dito ai! Adorei menina.

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e então? partilha tudo comigo :D